Ataques xenófobos na África do Sul forçam regresso em massa de moçambicanos

Moçambicanos enfrentam nova vaga de ataques xenófobos na África do Sul. Governo ativa plano de assistência e repatriamento em Ressano Garcia para apoi

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Tensão na África do Sul atingiu um ponto crítico nesta semana, resultando numa vaga de violência contra imigrantes que forçou centenas de cidadãos moçambicanos a abandonar as suas residências e empregos no país vizinho.

Dados oficiais indicam que, apenas nos últimos dias, quase 300 moçambicanos foram diretamente afetados pelos ataques, sendo que a maioria perdeu os seus bens, habitações e meios de subsistência. 

Ao contrário de ocorrências anteriores, a violência tem visado não apenas imigrantes sem documentos, mas também trabalhadores com situação legalizada e famílias estabelecidas há anos em províncias como Pretória, KwaZulu-Natal e Limpopo.

Em resposta à crise, o Governo de Moçambique, por orientação do Presidente Daniel Chapo, iniciou uma operação de assistência urgente. 

Na fronteira de Ressano Garcia, foi estabelecido um centro de triagem para garantir que os cidadãos que regressam recebam alimentação, apoio psicossocial e encaminhamento para as suas regiões de origem.

Especialistas alertam que o impacto deste regresso forçado será sentido a curto e médio prazo, exercendo pressão adicional sobre os serviços públicos moçambicanos e afetando o fluxo de remessas que sustentam milhares de famílias no país. 

A diplomacia moçambicana mantém contactos estreitos com as autoridades sul-africanas, exigindo a responsabilização dos perpetradores e a proteção da comunidade moçambicana residente no território vizinho.


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