Urgente:Paquistão atinge recorde de mortes violentas em uma década: o que explica a escalada?
Paquistão registra o maior índice de mortes violentas em 10 anos
O cenário de segurança no Paquistão atingiu um ponto crítico. Segundo dados compilados por centros de pesquisa de segurança e relatórios oficiais,
o país encerrou o último ciclo anual com o número mais elevado de mortes violentas da década, revertendo uma tendência de relativa estabilidade que havia sido observada nos anos anteriores.
Escalada de ataques e insurgência
O aumento na mortalidade está diretamente ligado ao ressurgimento de grupos militantes e à intensificação de ataques em províncias estrategicamente sensíveis, como Baluchistão e
Khyber Pakhtunkhwa. Especialistas apontam que o vácuo de segurança e a instabilidade política na região têm servido de terreno fértil para a reorganização de facções insurgentes.
Alvos principais: As fatalidades incluem não apenas membros das forças de segurança, mas também um número alarmante de civis e trabalhadores de infraestrutura.
Frequência: O número de incidentes terroristas e operações de contraterrorismo cresceu exponencialmente, resultando em confrontos quase diários em zonas de fronteira.
O fator regional e político
A situação é agravada pela complexa relação com o vizinho Afeganistão e pela pressão econômica que o país enfrenta.
A falta de recursos para patrulhamento de fronteiras e o uso de tecnologias avançadas por grupos extremistas dificultam a contenção da violência.
"Estamos diante de um desafio multifacetado onde a instabilidade econômica alimenta a narrativa de grupos radicais,
resultando em um ciclo de violência que o país não via desde meados de 2014", afirma um analista de segurança regional.
Perspectivas para o futuro
O governo paquistanês tem prometido novas ofensivas militares, mas organizações internacionais alertam para a necessidade de soluções diplomáticas e investimentos em desenvolvimento social para atacar as causas raízes da insurgência.
Sem uma estratégia abrangente, o risco é de que os números de 2026 superem os recordes negativos recém-estabelecidos.
