Urgente;Irã e Arábia Saudita fecham o ano com recorde alarmante de execuções.
Ano de 2025 termina sob o signo da controvérsia e do isolamento humanitário para Teerã e Riade.
Segundo relatórios consolidados de observatórios internacionais e organizações de direitos humanos, o Irã e a Arábia Saudita atingiram números sem precedentes de aplicações da pena capital,
consolidando uma tendência de endurecimento punitivo que ignora os apelos globais por moratórias.
O Cenário no Irã
No Irã, o número de execuções superou as marcas dos últimos dez anos. O aumento é atribuído, em grande parte, à repressão interna contra dissidentes políticos e ao uso da pena de morte como ferramenta de controle social após períodos de instabilidade.
Além de crimes políticos, condenações relacionadas ao tráfico de drogas voltaram a ser punidas com rigor máximo, revertendo avanços legislativos anteriores que tentavam limitar tais sentenças.
A Situação na Arábia Saudita
Já no Reino Saudita, a aceleração das execuções ocorreu em um ritmo constante ao longo do segundo semestre. Embora o país promova uma imagem de modernização através do plano
"Vision 2030", a aplicação da lei islâmica para crimes de terrorismo e homicídio resultou em execuções em massa que atraíram críticas severas da ONU.
"Estamos testemunhando um retrocesso humanitário onde a vida humana é utilizada como mensagem política", afirma um porta-voz de direitos humanos citado no relatório.
Reação Internacional
A comunidade internacional expressa preocupação com a falta de transparência nos processos judiciais de ambos os países. Frequentemente, os réus enfrentam julgamentos sem acesso pleno à defesa, e as execuções são realizadas sem aviso prévio às famílias.
Enquanto os governos de Irã e Arábia Saudita defendem suas práticas como exercício de soberania e combate à criminalidade, o isolamento diplomático desses países em fóruns de direitos humanos tende a aumentar em 2026.
