Ataque aéreo em Sanaa devasta bairros residenciais e eleva tensões no Iêmen
Sanaa, Iêmen – 16 de setembro de 2025 – Um ataque aéreo atribuído a forças israelenses atingiu áreas residenciais de Sanaa, capital do Iêmen, provocando destruição generalizada e um saldo inicial de dezenas de mortos e centenas de feridos, de acordo com o Ministério da Saúde do Iêmen.
O ataque afetou bairros como al-Tahrir e acabou atingindo instalações médicas e depósitos de combustível, segundo relatos de moradores e autoridades locais.
As informações são preliminares e sujeitas a confirmação conforme equipes de resgate chegam às áreas atingidas.
Testemunhas locais descreveram cenas de destruição quase total em várias residências. “Não há palavras para expressar o que vimos; as casas desabaram em segundos e muitos ficam sem recursos para reparar os estragos”, disse um morador da região de al-Tahrir.
Serviços médicos na cidade foram severamente afetados pela intensidade dos golpes, com relatos de feridos sendo transportados para unidades de saúde improvisadas em ginásios e praças públicas.
O Ministério da Saúde do Iêmen confirmou pelo menos 35 mortes e 131 feridos até o momento, alertando que o número de vítimas pode aumentar conforme as operações de resgate prosseguem.
Equipes de emergência trabalham para desobstruir escombros, liberar vias de acesso e fornecer assistência básica a famílias desabrigadas.
Organizações humanitárias locais e internacionais solicitaram apoio para abrigos, água potável e serviços médicos, que já vinham sendo esticados pela crise no país.
Até o fechamento deste texto, autoridades Houthis afirmaram ter respondido aos ataques com mísseis de defesa aérea e anunciaram que houve enfrentamento com as forças que conduzem os bombardeios.
Observadores internacionais ressaltam que, independentemente das justificativas militares apresentadas, os danos civis são significativos e intensificam o sofrimento de uma população que já vive sob restrições e carências humanitárias extremas.
O ataque ocorre em meio a uma escalada regional, com a comunidade internacional pedindo contenção e acesso seguro para ajuda humanitária. Organizações como a ONU e a Cruz Vermelha reiteraram a necessidade de proteger civis e de um mecanismo de cessar-fogo que permita o fluxo de assistência essencia
