Urgente:Histórico: Quando Dhlakama desafiou a Frelimo e prometeu governação própria em 2015

 

Em um dos momentos mais tensos da política moçambicana recente, o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, reiterou em 2015 a sua firme intenção de estabelecer um governo próprio nas províncias onde o seu partido obteve maioria de votos. 

Com um discurso incisivo, Dhlakama procurou tranquilizar a população ao mesmo tempo que enviava um aviso severo aos seus adversários políticos.

"As brincadeiras acabaram"

Dhlakama foi enfático ao afirmar que a fase de negociações sem resultados tinha chegado ao fim. Segundo o líder da oposição, a formação de um governo paralelo não seria um convite ao conflito armado. 

"Não haverá guerra", assegurou na época, sublinhando que a sua prioridade era a implementação de uma administração que refletisse a vontade popular expressa nas urnas.

O Desafio à Constituição

Rebatendo as críticas do partido no poder, a Frelimo, o líder da "Perdiz" rejeitou categoricamente qualquer acusação de violação da Lei Fundamental do país. 

Para Dhlakama, a exigência de governar as províncias do centro e norte de Moçambique era um ato de justiça política e não uma quebra da ordem constitucional

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