Urgente: Dois pesos, duas medidas? Críticos apontam contradição da esquerda entre casos Bolsonaro e Maduro
Cenário político brasileiro tem sido palco de um debate intenso sobre a coerência nos discursos de defesa da democracia e dos direitos humanos.
De um lado, setores da esquerda defendem de forma intransigente a responsabilização jurídica e a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
De outro, o mesmo grupo frequentemente adota uma postura de cautela ou defesa direta em relação ao regime de Nicolás Maduro, na Venezuela.
O Argumento no Brasil: "Ninguém acima da lei"
Para os defensores da prisão de Bolsonaro, as investigações sobre os atos de 8 de janeiro e supostas tentativas de golpe de Estado são fundamentais para a manutenção das instituições brasileiras.
O discurso central é de que a impunidade fere a democracia e que o rigor da lei deve ser aplicado sem concessões.
A Narrativa na Venezuela: Soberania e Sanções
Contudo, quando a pauta atravessa a fronteira, o tom muda significativamente. Em relação a Maduro,
figuras influentes da esquerda brasileira costumam classificar o líder venezuelano como uma vítima de "perseguição imperialista" e sanções econômicas.
As denúncias de violações de direitos humanos e o autoritarismo do regime são, muitas vezes, relativizados sob o argumento da defesa da soberania nacional
