Urgente:Forquilha adverte sobre riscos de autoritarismo em Moçambique | Análise 2025
Forquilha adverte para "deriva autoritária" e restrição de liberdades em Moçambique
Maputo, 31 de Dezembro de 2025 — No fecho de mais um ciclo governativo, a plataforma da sociedade civil
Forquilha lançou um forte alerta sobre o que classifica como o agravamento de sinais de autoritarismo na gestão pública de Moçambique.
A organização, conhecida pelo seu papel de monitoria social, aponta que o ano de 2025 foi marcado por uma crescente centralização de poder e pela redução do espaço de manobra para vozes críticas e instituições independentes.
Os Pontos de Tensão na Governação
Segundo Custódio Duma, porta-voz da Forquilha e conceituado activista de direitos humanos, a governação tem demonstrado resistência à transparência e ao diálogo inclusivo. Entre as principais preocupações destacam-se:
Restrição do Espaço Cívico: Aumento da pressão sobre organizações não-governamentais (ONGs) e limitações no direito de reunião e manifestação.
Controlo das Instituições: A percepção de uma influência excessiva do Executivo sobre os órgãos judiciais e de fiscalização.
Intolerância Política: O uso de mecanismos estatais para desencorajar o debate democrático e a fiscalização das políticas públicas.
"A democracia não se esgota no voto; ela vive da liberdade de pensamento e da prestação de contas. Quando estas são sufocadas, entramos num terreno perigoso de autoritarismo," afirmou Duma em comunicado.
Impacto na Estabilidade Social
A Forquilha sublinha que o autoritarismo não compromete apenas a política, mas também o desenvolvimento económico.
A falta de confiança nas instituições afasta o investimento e gera um clima de insegurança jurídica que prejudica o cidadão comum.
A organização apela para que 2026 seja um ano de "reconciliação com a Constituição", onde o respeito pelas liberdades fundamentais volte a ser a base da governação moçambicana.
Por que isto é importante hoje?
O alerta surge num momento em que Moçambique enfrenta desafios complexos de segurança e economia, onde a coesão nacional e a legitimidade das instituições são fundamentais para a estabilidade do país
.jpeg)