Sequestro de empresário português em Moçambique desperta alerta de segurança
Maputo, Moçambique — Um empresário português foi sequestrado na madrugada desta segunda-feira em Maputo, segundo informações preliminares de fontes locais.
O crime ocorreu em uma área comercial de alto movimento e, de acordo com testemunhas, homens não identificados seguiram a vítima até um veículo sem placas antes de fugir com o passeio.
A identidade da vítima está sob proteção devido à investigação em curso.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) confirmou o início de operações de busca e segurança na região, afirmando que trabalha em cooperação com instituições nacionais e internacionais para localizar o sequestrador e garantir a integridade da vítima.
Em nota oficial, a PRM ressaltou que não tolerará ações criminosas que comprometam a segurança de residentes, turistas e investidores no país.
Reações do setor empresarial não se fizeram esperar. A Câmara de Comércio Luso-Moçambicana divulgou uma nota pedindo ações rápidas das autoridades e maior apoio à segurança de operações estratégicas, especialmente nas zonas de comércio e logística.
“A presença de empresas estrangeiras é vital para a economia local. Este episódio ressalta a necessidade de reforçar a proteção de ativos e pessoas em áreas sensíveis,” afirmou a presidente da Câmara, em declaração enviada à imprensa.
Especialistas em segurança urbana destacam que, apesar de Moçambique ter registrado avanços em policiamento e cooperação internacional, eventos isolados de violência contra pessoas ligadas ao mundo dos negócios podem impactar a confiança de investidores.
“O diálogo entre setor público e privado é crucial para desenhar estratégias de proteção que sejam realistas e proporcionais,” comenta Ana Oliveira, analista de risco estratégico.
Entretanto, organizações empresariais indicam que medidas preventivas já estavam em curso antes do incidente, incluindo reforço de iluminação pública, reforço de rondas policiais em áreas comerciais e canais diretos de comunicação com as autoridades para situações de risco.
À medida que a investigação avança, comerciantes e expatriados pedem transparência sobre o andamento do caso e sobre os passos que serão tomados para evitar que episódios semelhantes voltem a ocorrer.
O sequestrador ou seus cúmplices ainda não foram identificados, e não há confirmação oficial de motivação. As autoridades reiteram que a segurança pública continua a ser prioridade e que informações atualizadas serão divulgadas conforme houver novos desenvolvimentos.
Enquanto isso, empresas que operam em Moçambique permanecem atentas, adotando medidas de segurança adicionais para equipes que atuam em regiões urbanas com maior fluxo de pessoas.
