Governo afirma que funcionários fantasmas não constituem encargo financeiro ao Estado

 

Maputo — Nesta sexta-feira, o Governo de Moçambique anunciou que os chamados “funcionários fantasmas” não representam, na prática, encargo financeiro direto para o Estado, conforme apurado por uma auditoria interna conduzida em vários ministérios.

Segundo o comunicado oficial, a auditoria identificou casos de ausência não justificada e registros que foram resolvidos via desligamentos administrativos. 

Embora haja indícios de irregularidades no acompanhamento de pessoal, o resultado preliminar aponta que não houve aumento de despesas diretas com folhas de pagamento em consequência dessas situações.

Mesmo assim, o Governo ressalta que a prática compromete a gestão de recursos humanos e pode indicar falhas nos processos de recrutamento, controle de presença e verificação de dados. 

Autoridades indicam que os responsáveis serão responsabilizados conforme a legislação vigente e que medidas adicionais serão tomadas para evitar recorrências.

Entre as ações anunciadas estão o reforço dos mecanismos de controle de presença, a digitalização de registros de serviço e a implementação de auditorias periódicas em setores sensíveis. 

O objetivo, segundo o governo, é aumentar a transparência, reduzir burocracia e assegurar o uso responsável dos recursos públicos.

Analistas independentes e sindicatos do setor público possuem visões diverentes: enquanto o governo enfatiza a importância de mecanismos de controle para evitar desperdícios, críticos afirmam que a simples conclusão de não haver custo direto não elimina impactos indiretos, como perda de produtividade e desconfiança institucional.

Em resposta, as autoridades reafirmaram o compromisso com a integridade, a responsabilização de envolvidos e a melhoria contínua das políticas de gestão de pessoas.

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