Centenas nas ruas de Cabo Verde exigem cidadania plena e melhoria da qualidade de vida
Praia e Mindelo, Cabo Verde — Centenas de cabo-verdianos participaram, nesta sexta-feira, de concentrações promovidas pelo movimento Di povo pa povo (Do povo para o povo).
O objetivo central foi exigir cidadania plena e políticas públicas que promovam uma melhoria efetiva na qualidade de vida da população.
Nas encostas e praças centrais das duas cidades, manifestantes ergueram cartazes e entoaram slogans que pedem menos burocracia para obtenção de documentos, acesso mais ágil a serviços públicos e oportunidades de emprego estável.
Organizações locais afirmam que as ações visam canalizar demandas da sociedade civil para o debate com autoridades e partidos políticos.
Posicionamento dos organizadores
Um porta-voz do movimento ressaltou que a mobilização não é contra ninguém específico, mas um chamado para que a cidadania seja tratada como direito fundamental, com mecanismos mais eficientes de inclusão social.
“Não buscamos privilégio, mas igualdade de tratamento e oportunidades reais para todas as pessoas que vivem aqui”, disse o representante.
Perspectivas locais
Moradores presentes destacaram a importância de reformas em áreas críticas, como educação, saúde e habitação.
Uma participante afirmou que “ter cidadania plena significa ter voz E direitos assegurados em todas as fases da vida, desde a matrícula escolar até o acesso a serviços de saúde de qualidade”.
Contexto e impactos
As concentrações ocorrem em um contexto de debates nacionais sobre cidadania, regularização de residentes estrangeiros e melhoria de serviços públicos.
Especialistas locais apontam que mobilizações bem organizadas podem ampliar a pressão por respostas concretas de gestores públicos, sem necessariamente resultar em confrontos.
Próximos passos
Os organizadores informaram que manterão canais abertos de diálogo com autoridades e pretendem apresentar um conjunto de propostas públicas nos próximos meses.
Além disso, já surgem planos para novas ações em outras cidades do arquipélago, visando ampliar a visibilidade das demandas por cidadania e qualidade de vida.
