Mondlane e a Luta pela Independência de Moçambique: legado de unidade
Maputo, 13 de outubro de 2025 — Em uma página estratégica da história de Moçambique, Eduardo Mondlane desponta novamente como figura central na construção de uma nação unida contra o colonialismo português.
Fundador da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) em meados da década de 1960, Mondlane foi o catalisador de uma mobilização que reuniu diferentes segmentos da sociedade — professores, enfermeiros, trabalhadores, estudantes e comunidades da diáspora — em torno de um objetivo comum: a independência e a construção de instituições inclusivas.
Nascido em 1920, Mondlane organizou a FRELIMO a partir de uma visão de unidade nacional que transcendeu linhas étnicas e regionais. Sua estratégia combinava resistência política, educação popular e cooperação internacional, buscando apoio diplomático e apoio à causa moçambique junto a aliados anticoloniais.
Em 1969, Mondlane foi assassinado em Dar es Salaam, Tanzânia, mas o movimento que ajudou a consolidar seguiu forte e alcançou a independência de Moçambique em 1975, abrindo caminho para a consolidação de um Estado soberano.
Contexto histórico
A FRELIMO emergiu como resultado de décadas de resistência cultural, política e militar contra o domínio colonial. Mondlane ajudou a articular uma mensagem comum que pudesse mobilizar camadas diversas da sociedade.
A ênfase na educação popular apareceu como eixo central da visão de Mondlane, entendendo que uma nação só poderia existir plenamente se seus cidadãos tivessem acesso a ensino de qualidade e participação cívica.
A luta contou com apoio internacional, incluindo redes de solidariedade anticolonialistas, que pressionaram o governo colonial e ajudaram a manter a mobilização durante a
nos de conflito.
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