Moçambique: Chapo destaca combate à corrupção como motor do progresso nacional
Maputo, 15 de outubro de 2025 — Em discurso proferido hoje em Maputo, o líder do PR Chapo afirmou que o combate à corrupção precisa ser a base do desenvolvimento nacional em Moçambique
Segundo o dirigente, sem transparência, responsabilização e fiscalização eficaz, os planos de crescimento econômico e melhoria social correm o risco de ficar apenas no papel.
Chapo enfatizou que a corrupção drena recursos públicos essenciais para educação, saúde e infraestrutura, prejudicando direta e indiretamente as comunidades mais pobres.
Quando a gestão dos recursos é feita com rigor e integridade, cada moeda investida retorna em serviços de qualidade para o povo”, disse, ao reiterar a necessidade de medidas estruturais para assegurar integridade em todos os níveis do Estado.
Para transformar esse compromisso em ações, o líder do PR descreveu um conjunto de medidas prioritárias, incluindo:
Fortalecimento dos mecanismos de fiscalização e controle, com maior autonomia do Tribunal de Contas e da Controladoria-Geral.
Reformas judiciais para acelerar processos de corrupção e garantir responsabilização célere dos culpados.
Aumento da transparência na gestão de recursos públicos, com publicação regular de contratos, licitações e gastos.
Proteção a denunciantes e meios de comunicação independentes, para ampliar a vigilância cívica.
Cooperação mais estreita entre governo, setor privado e sociedade civil para monitorar a implementação de políticas anticorrupção.
O discurso ocorreu em um momento em que Moçambique tem enfrentado pressões por maior governança e eficiência no uso dos recursos públicos.
Analistas locais destacam que o sucesso dessas medidas depende de um ambiente institucional estável, apoio popular e resiliência institucional para enfrentar diferentes correntes de interesse.
Respostas políticas e da sociedade civil não tardaram a chegar. Grupos de oposição pediram detalhes sobre prazos de implementação e financiamento das ações, enquanto organizações da sociedade civil healthy apontam para a necessidade de mecanismos de avaliação periódica e de responsabilização permanente.
Especialistas lembram que combater a corrupção exige não apenas leis mais rigorosas, mas também mudanças culturais dentro das instituições públicas e privadas. Nesse sentido, o discurso de Chapo sugere uma visão integrada, que liga governança a resultados tangíveis para a população,
com metas claras de curto e médio prazo.
